Mendoza: Dias 1 e 2 Viagem
25 SETEMBRO. 2016
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Mendoza é lugar para encontrar aquela vida que, as vezes, se perde na rotina. Eu poderia dizer que é destino pra quem busca três coisas: vinho, comida boa e amor. Tipo um eat, drink, love. O amor você leva com você. Namorado, amigas, marido, família… Tanto faz! Só leve um ou mais amores que o resto, Mendoza te traz. Quando pesquisamos um lugar onde comemorar os nossos três anos juntos, eu e o Flávio buscávamos exatamente isso. Pouco movimento, pouca gente e muito tempo pra curtir a vida sem se preocupar com mais nada.

Quero contar a vocês tudo o que mais amamos sobre a viagem, e olha que não foi pouca coisa. Acho bacana dividir os posts por dias, assim consigo descrever o nosso roteiro em detalhes. Vamos lá? Chegamos em Mendoza por volta das 10 horas da manhã, depois de voar a madrugada inteira, saindo de São Paulo com escala em Buenos Aires. O vôo não foi dos mais confortáveis, e eu estava com uma gripe que me tirou toda disposição, então decidimos aproveitar o dia comendo e descansando. Era tudo o que a gente queria, na verdade!

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Li bastante sobre o lugar antes de viajar, e muita gente tinha dúvidas de onde se hospedar; no centro da cidade ou em uma das três regiões de Vinícolas: Maipú, Vale de Uco e Lujan de Cuyo. Como o motivo da nossa viagem era bem romântico, escolhemos ficar no “distrito” de Chacras de Coria. É um pequeno povoado, na região de Lujan de Cuyo, que possui muitas vinícolas e restaurantes incríveis, e é bem próxima ao centro (cerca de 15 minutos de taxi). O nosso hotel, Casa Glebinias, também foi motivo da escolha pela região. Já amava ele só pelas fotos e inúmeros elogios no Trip Advisor.

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O primeiro restaurante que conhecemos por lá foi o El Mercadito. Ótimo para o dia da chegada, quando tudo o que queríamos era uma refeição rápida e saudável. O lugar nos surpreendeu pela decoração super aconchegante e intimista: amo lugares assim!

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Voltamos caminhando para o hotel e por lá ficamos até a hora da nossa reserva para jantar no restaurante 1884, do chef Francis Mallmann. Quando saímos do quarto para pegar o taxi, às 19:30h, nos surpreendemos com este pôr do sol incrível.

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Li muitos comentários incríveis sobre este restaurante, então achei que valia a pena experimentar. Eu sempre começo a viajar antes da viagem em si: pesquiso localizações no instagram, dicas na internet e em todos os lugares onde elas possam estar, rs. O Flávio sempre diz que eu já conheço os nossos destinos antes dele! Preciso me controlar para não traçar um roteiro inteiro antes de chegar ao lugar, porque no fim sempre é mais gostoso descobrir por conta própria o que há de melhor por lá.

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Empanadas, sempre empanadas!

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O 1884 é realmente maravilhoso. Muito sofisticado, o atendimento é perfeito e os pratos deliciosos. Foi o nosso “jantar oficial” do aniversário de namoro, e saímos muito satisfeitos com tudo. Mas, sinceramente, depois de experimentar outros restaurantes nas vinícolas (que vocês ainda vão ver por aqui), chegamos à conclusão de que não é imperdível, sabe? O preço é bem alto por levar o nome de um dos chefes mais conceituados e famosos da Argentina, e ao final da viagem não foi a nossa refeição preferida. De qualquer modo, se você curte muito culinária e lugares lindos e finos, vale a pena conhecer.

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O dia seguinte começou com este café da manhã maravilhoso. E com a paisagem surreal de linda que vocês vão ver nas próximas fotos.

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O nosso hotel tinha esse estilo “pousada caseira” que faz a gente se sentir em casa, e na minha opinião não há melhor lugar onde se hospedar. O pessoal foi super atencioso e disposto a nos ajudar com o que precisamos. E, sinceramente… Olha pra este visual! Faz a gente realmente querer ficar por muito tempo ali.

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Cada quarto é uma “casinha”, com copa e uma varanda externa. A nossa era essa!

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Na época em que fomos, no final do mês de agosto, ainda era inverno em Mendoza. Demos a sorte da primavera se adiantar e as árvores já estavam floridas. Juro que era a coisa mais linda!

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Depois do café, pegamos um taxi até Maipú, onde os bike tours pelas vinícolas são muito procurados. Alugamos as bicicletas em uma agência que estava distribuindo panfletos nas ruas, e eles nos entregaram um mapa com todas as bodegas que poderíamos visitar. Neste dia, não havíamos feito reservas para nada, então optamos por conhecer as que não exigiam hora marcada: era só chegar, degustar e comer, rs!

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Nossa primeira visita foi à Bodega Familia Di Tommaso. Ela era a mais distante no mapa, então percorremos todo o caminho de ida e voltamos parando. Adoramos a visita pela vinícola, super esclarecedora e informativa para nós, que não entendíamos nada sobre vinhos. Aprendemos alguns métodos de fabricação e um pouco da história daquela bodega, que é das mais antigas na região. Logo depois, foi hora da degustação: sempre a melhor parte! O bom de estar com a bike é ter liberdade para parar onde você quiser, sem se preocupar “tanto” com a direção. Como a coordenação não é o meu ponto mais forte, tive que me controlar nas degustações para não causar nenhum acidente no caminho de volta, rs!

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Segunda parada do dia: a Bodega Tempus Alba. Ela foi uma daquelas surpresas boas que acontecem em viagens, sabe? Uma vez, durante o jantar de aniversário do meu irmão em Pedra Azul, ficamos apaixonados por um vinho que o meu pai pediu, e muito felizes quando descobrimos que ele era fabricado em Mendoza. No dia, tiramos uma foto do rótulo mas depois nem nos preocupamos em pesquisar onde a bodega ficava quando planejamos o roteiro da viagem. Assim que o moço da agência de bikes nos entregou o mapa com as vinícolas da região, eu reconheci o nome e na hora fui procurar a foto do rótulo no celular: era ela! É óbvio que a Tempos Alba era parada obrigatória para nós: uma história pra contar e muitas fotos pra enviar no grupo da família, rs!

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Chegando lá, optamos pela degustação de vinhos e pedimos o almoço a la carte. A bodega era muito linda e, como era de se esperar, os vinhos eram maravilhosos.

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Ficamos muito tempo por lá, pois o frio era grande e quase nenhuma era a vontade de voltar a pedalar depois do almoço, rs! Levei para casa o vinho rosé: delicioso! Quase nunca encontro vinhos como este por aqui.

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Quando fomos embora, já eram quase 16 horas e o tempo de aluguel das bicicletas chegava ao fim. O roteiro de bikes em Maipú não é dos mais seguros ou confortáveis: há trajetos em que você precisa pedalar no acostamento, e eu morria de medo de todos os carros passando atrás de mim! Como já estava ficando tarde, paramos as visitas por ali, devolvemos as bicicletas e pegamos um ônibus até o centro. Depois de uma voltinha por lá, fomos de taxi para o hotel. Neste dia, jantamos em um restaurante em Chacras de Coria, muito bacana, com clima mais animadinho, música boa e muita, muita comida! El Club de La Milanesa é uma ótima opção de jantar para quem estiver hospedado por lá!

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Acho que já viajamos bastante neste post, né? Nos veremos de novo em Mendoza, durante os próximos dias deliciosos que ainda vou postar aqui.

Mil beijos,

Luisa.