FERNANDO DE NORONHA: DIAS 3 E 4 Viagem
12 MARçO. 2017
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Finalmente consegui editar mais fotos da viagem – e que fotos! Acho que as desses dias foram algumas das mais lindas na minha coleção, que não é nada pequena. Vou mostra-las a vocês, junto com o roteiro do que fizemos no terceiro e quarto dia em Noronha. Vai ser “sofrido”, pois já estou com muitas saudades de lá!

Começamos o terceiro dia com um bocado de surf na Praia do Bode, que fica ao lado da Cacimba. Como as ondas eram melhores na parte da manhã, sempre reservávamos algumas horas para o Flávio surfar – caso contrário, a crise de ansiedade para cair no mar se estenderia, né? Namoradas e mulheres de surfistas me entendem!

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Aproveitei para fazer mais fotos da nossa Jelly Noronha (quem não sabe do que estou falando, pode ler o primeiro post da viagem!). A praia do Bode tem, talvez, a melhor vista para o morro dos dois irmãos. Imperdível!

Depois das surf sessions (rs!) fomos conhecer o Sueste. Eu e mamãe estávamos ansiosas para visitar uma praia onde pudéssemos nos banhar com calma, já que nesta época do ano o mar está bem mexido e as ondas gigantes! As únicas praias sem onda grandes que encontramos foram o Sueste e a Praia do Porto.

Dica importante: se você deseja ir a Noronha para curtir todos os passeios e mergulhos, com a água mais cristalina (se é que isso é possível!) e o mar bem tranquilo, escolha uma data entre os meses de agosto à outubro.

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Assim que chegamos, fizemos o famoso mergulho de snorkel. Não consegui ver muitos peixes, para mim o mergulho no Sancho foi muito mais incrível e emocionante. Talvez por ser um lugar menos estruturado para o turismo, onde o clima selvagem é totalmente preservado e você realmente se sente um visitante em outro mundo.

O Sueste possui estrutura para aluguel de materiais, lanchonete e instrutores de mergulho, e não achei que esse clima combina tanto com Noronha, sabe? As praias que mais amei não tinham infraestrutura nenhuma – e aí estava a graça da coisa.

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De qualquer forma, uma vez em Noronha, vale a visita ao Sueste. Se você for em um dia com grande visibilidade no mar, tem a chance de ver bem de perto muitas espécies lindas e diferentes! Os filhotes de tubarão são figurinha fácil. Avistamos vários nadando bem perto da praia!

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Deixamos o Sueste com reserva para uma tarde deliciosa no Bar do Meio, que fica entre a praia da Conceição e a praia do Meio. Sem dúvida o bar/restaurante mais bacana que visitamos. O visual é incrível, o serviço impecável e o ambiente maravilhoso. Seguimos a dica do meu primo e reservamos a tenda com melhor vista para curtir as últimas horas de sol. Quando estava por lá, tive a sensação de que aquele lugar era um Hawaii brasileiro – mas não sei se o Hawaii é tão encantador assim.

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Esse queijinho coalho com geléia estava sensacional! Uma ótima pedida para acompanhar os drinks.

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É claro que o Flávio não ia perder a oportunidade de surfar – de novo. Amei essas foto que tirei dele, lá do Bar do Meio. Merecem um quadro na nossa futura casa!

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Nossos companheiros de todas as horas. Invadiram as bolsas em busca de comida, acreditam?

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Nunca vou me esquecer da sensação deste banho de mar. Que energia tem aquele lugar!

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Mais paparazzi!

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Sério. Não da para descrever esse espetáculo.

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Como se o fim de tarde não pudesse ficar mais perfeito, descobrimos que o DJ naquela noite era justamente o nosso preferido: Zeh Pretim! O Zeh foi tocar em uma festa de aniversário que acontecia no bar naquele dia. É claro que emendamos e ficamos por lá mesmo, curtindo aquele som que só ele sabe fazer!

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O quarto dia começou – adivinhem? – com surf, é claro! Eu e mamis fomos ao mirante logo acima da Baía dos Porcos pra conferir essa vista linda, e depois curtimos a manhã de praia na Cacimba.

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Noronha tem gosto de açaí! É lá que todo mundo se reúne depois da praia e, nossa – o açaí tem um gostinho especial. Não dá para deixar de ir!

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Seguimos até a Capela de São Pedro, um lugarzinho pra guardar no coração! A vista de lá é linda. Agradecemos infinitamente os dias incríveis vividos no paraíso.

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O pôr do sol, como já disse, é o maior espetáculo da ilha. Assistimos todos os dias em lugares diferentes. O Flávio, que já conhecia Noronha, disse que a vista do Forte de Nossa Senhora dos Remédios havia sido a preferida dele. Fomos lá conferir! O Forte é tombado e foi implantado pelos portugueses, no século 18, onde já existira um antigo reduto holandês. Foi presídio comum e político até 1942 e, durante a Segunda Guerra, serviu de abrigo para soldados americanos. Haja história pra Noronha!

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Subimos as escadas do forte até a parte mais alta, onde fizemos estas fotos acima. Mas, a vista mais incrível e surreal da vida não é a dali. Desça as escadas e siga em direção à ponta do forte, onde você vai subir outra escadinha, mais escondida. A recompensa é esta aqui, ó:

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Essa aí de cima entrou pra lista das minhas fotos preferidas de todos os tempos!

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Curtiram viajar mais alguns dias com a gente? Logo nos veremos de novo!

Beijos,

Luisa.

Fernando de Noronha: DIAS 1 E 2 Viagem
11 FEVEREIRO. 2017
20 COMENTÁRIOS

Fernando de Noronha é um lugar difícil de se descrever. Sem dúvidas, o mais lindo que meus olhos já contemplaram. Por mais que eu me derreta pelo paraíso nesse post, você só entende – realmente – se já esteve por lá. Então, pode considerar tudo o que você vai ler, um convite urgente para a ilha que faz todo mundo querer ficar.

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O espetáculo já começa lá de cima, com a vista deslumbrante dos dois irmãos. Não esquece de garantir uma janelinha, no lado direito da aeronave (olhando para o fundo). A chegada é imperdível!

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Assim que chegamos, corremos para a pousada. Trocamos rápido de roupa para conhecer a praia Cacimba do Padre: tinha altas ondas por lá, e eu, um namorado surfista extremamente ansioso!

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Assim que chegamos na Cacimba, deu pra perceber porque todo mundo que vai a Fernando de Noronha considera o lugar tão especial. Há uma energia contagiante que emana da natureza – linda e totalmente preservada – de lá. As ondas gigantes quebrando no morro dois irmãos: o cartão-postal do arquipélago nordestino, que parece ter emergido feito mágica do fundo do oceano Atlântico. Os pássaros e seus rápidos mergulhos ao lado dos banhistas, o sol escondendo a sua  luz no mar, ao fim do dia.

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Acho que ninguém precisa de motivos para conhecer Fernando de Noronha, mas o meu foi especial. A loja, que também é restaurante e galeria,  O Pico, entrou em contato com a marca há alguns meses, interessados na nossa Jelly Ring – canga redonda estampada no neoprene, lançada no verão de 2015.

Noronha merecia uma estampa só para ela, e nos sentimos honrados e empolgados pela oportunidade de criá-la. A artista Clara Nahas, que já é parceira da marca, pintou a natureza, tão característica da ilha, em aquarela – e juntos criamos uma estampa cheia de vida, do mar ao céu de Noronha.

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A Jelly Ring Noronha é vendida exclusivamente no Pico. Mais um motivo para você conhecer!

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Logo no primeiro dia, jantamos no lugar que, ao final da viagem, foi eleito o nosso preferido. O restaurante Xica da Silva é imperdível – e não esqueço do prato que escolhi. Era um peixe ao molho de manjericão, acompanhado de purê cremoso com camarões, divino. Sem dúvidas, essa é a minha sugestão!

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O nosso segundo dia começou nos lugares mais incríveis da ilha. Percorremos, ansiosos, o caminho até o mirante perto da Praia do Sancho, e lá de cima tive a vista que tirou todo o meu fôlego: a Baía dos Porcos é surreal de linda!

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Mamis linda e a água cristalina da Baía.

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Lá de cima, antes de enfrentar a escada nas pedras que dá acesso à paradisíaca Praia do Sancho, avistamos dois tubarões nadando tranquilamente, bem perto dos banhistas. E o medo de entrar na água depois? Nunca tinha visto nada parecido. Mas o Sancho é tão lindo e mágico que não resisti. E por lá, todos deixam bem claro que os tubarões são tranquilos como qualquer outro peixe – basta respeitar o espaço deles e observa-los com calma!

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Nunca imaginei que entraria em um mar repleto de tubarões, rs! Mas lá estava eu, acompanhando o Flávio em um “mergulho” com o snorkel. Assim que saímos da arrebentação – o mar é bem agitado nessa época do ano! – mergulhei o rosto na água e fiquei paralisada: um pouco pelo medo, muito pela vida marinha, tão perfeita e diversa, que habitava aquele lugar.

Em alguns minuto eu consegui ver duas tartarugas, peixes diferentes e – pasmem – um tubarão que, ao menos para mim, era enorme! Entrei em choque e apertei com força a mão do Flávio, pra não me soltar! Saí da água “plena”, com um sorriso enorme no rosto! Me sentindo muito vitoriosa por ter enfrentado o medo e visto cenas tão lindas. Depois, fiquei só relaxando na areia porque, né, era muita adrenalina para um dia.

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Assim que saímos do Sancho, eu sabia que precisaria voltar ali. A praia me trouxe a sensação de ser uma “intrusa”, mesmo querendo tanto pertencer a ela. Parece um lugar inexplorado, sabe? E a gente sente que ele deve permanecer assim. Dezenas de aves descansam nas árvores, e os sons que escutamos são só da natureza. Percebemos que somos mesmo meros visitantes, e é nosso dever observar e preservar, com todo o cuidado, aquele paraíso.

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Enquanto o Flávio curtia mais do surfe, eu e Mamis fomos explorar a Baía dos Porcos com a maré baixa, único momento em que se pode caminhar pela areia. Mais um visual apaixonante, e com energia que contagia instantaneamente. Ali, no final da baía, caminhando em direção ao Sancho, você vai encontrar a piscina natural mais bonita da ilha. É quase inacreditável, a cor que ela tem. Não é permitido se banhar nela, mas juro que ver já basta!

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Assim que o sol começou a cair, fomos de buggy até o mirante do Boldró, para uma vista perfeita.

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O mirante fica cheio de gente, esperando para assistir o espetáculo que é o pôr do sol visto de lá. Em Noronha, eu quis contemplar o pôr do sol em um lugar diferente todos os dias, até descobrir o meu preferido. É quase que um “ritual” na ilha, parar e admirar esse momento. Sem dúvidas, os minutos mais mágicos do dia.

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Na nossa segunda noite, jantamos no Varanda, outro restaurante delicioso de lá. O esquema da viagem foi não parar para almoçar: comíamos alguns petiscos durante o dia, e o café da manhã era sempre reforçado. Como foi a minha primeira vez na ilha, quis curtir ao máximo as praias, e um almoço prolongado definitivamente não estava nos planos. Em compensação, todas as noites jantamos em restaurantes deliciosos. No Varanda, a minha escolha foi o Bobó de Lagosta, servido com castanha e farofa crocante. Sensacional!

Vejo vocês nos próximos dias!

Beijos,

Luisa.