Serra do Caparaó Viagem
31 MAIO. 2017
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Eu amo “turistar” pelo Espírito Santo, e sempre que conheço um de seus cantos tenho mais certeza de que são muitos os lugares incríveis para se descobrir por aqui. Há algumas semanas eu e o Flávio fomos conhecer a Serra do Caparaó, região serrana que abriga um dos pontos mais altos do país: o famoso pico da Bandeira. Quando criança eu ouvi muito falar de lá, mas nunca encarei as excursões da escola, rs.

Quando o Flávio sugeriu que visitássemos o Caparaó eu não fazia ideia do que encontraria, e comecei a pesquisar. Surtei quando vi as fotos da vista lá no alto do pico: que lugar surreal era aquele? Tão pertinho! Precisava ver ainda mais de perto.

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Partimos em uma sexta, por volta das 10h da manhã – a viagem durou cerca de 5 horas. O waze nos guiou durante todo o caminho, sem dificuldades! Reservamos duas noites na pousada Villa Januária, localizada na região de Pedra Menina – em Dores do Rio Preto: um dos principais pontos de partida para quem quer visitar o parque nacional. Descobri a pousada neste blog, que também tem dicas ótimas da região!

Nos encantamos com todo o charme e estrutura da pousada, linda! Os quartos ficam em um casarão enorme do século XX – todo restaurado. Nossa suíte era uma das quatro no andar superior, muito aconchegante! O café da manhã é especial – aqueles com cara de casa de vó, sabe? Super caseiro e delicioso. O próprio café é produzido ali mesmo, na região.

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Na sexta fomos beber um vinho no Armazém Caparaó – restaurante/lounge recém inaugurado. No sábado, acordamos cedo para visitar o parque nacional – e escolhemos um destino um pouquinho distante: o Vale Encantado!

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O Vale Encantado fica no Alto Caparaó, e seu acesso se dá pela portaria do parque nacional, no estado de Minas Gerais. Fica bem pertinho da Tronqueira – área de acampamento para quem vai subir o pico na madrugada. Saindo da nossa pousada, demoramos cerca de 1:30h até Alto Caparaó: passamos o dia em Minas e voltamos para o ES no final da tarde! São muitas as paisagens de tirar o fôlego na região, mas como tivemos muito pouco tempo, escolhemos visitar só essa. Acho que fizemos a escolha certa!

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O tempo estava nublado e a água muito gelada, mas não podíamos viajar até lá e não tomar um belo banho naquela água cristalina. Eu nunca tinha visto um lugar como o Vale Encantado. A água dos poços é verde – muito clara! Ficamos encantados e saímos de lá com aquela energia maravilhosa que só a natureza tem!

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Eu sou muito medrosa e zero aventureira na vida, rs! Fiquei com muita vontade de pular no poço mas não rolou. O Flávio pulou, lógico.

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Eu desci pelo cantinho e tomei o meu banho geladíssimo (congelante!) ainda morrendo de medo, kkkk! Não dava nem pra sentir o corpo de tão frio, mas valeu cada segundo. Enquanto eu tentava ficar musa para a foto o Flávio gritava lá de cima: “coloca o óculos de natação e a cabeça dentro da água!”: eu só conseguia me imaginar abrindo os olhos e vendo um bicho aterrorizante (sou dessas mesmo, gente), mas quando finalmente abri, vi uma imagem inesquecível: o fundo do poço tinha mil tons de verde diferentes – parecia granito. Uma piscina natural que eu nem sonhava existir.

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Aquela foto linda que na verdade foi tirada em um momento de pânico, kkkkk!

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Só ele pra me fazer viver essas aventuras!

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No caminho de volta, almoçamos em um daqueles self-services mineiros deliciosos e paramos em algumas lojinhas, para comprar souvenirs especiais. Dizem que um dos melhores cafés do país é o do Alto Caparaó! Levamos para casa alguns cafés para experimentar, e doces caseiros maravilhosos.

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Café durante o pôr do sol, no restaurante delicioso da nossa pousada!

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De noite, fomos à pizzaria Casa do Lago. Os proprietários são muito atenciosos e queridos, e o lugar é super romântico. Eles sempre têm programações especiais – com música ao vivo e cardápio diferente. Vale conferir se ainda tem vaga para o dia dos namorados!

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No domingo voltamos cedo, mas não pude deixar de fazer mais algumas fotos nos cenários incríveis da Villa Januária. Vontade de ir embora, eu não tinha!

 

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As peças que usei nas fotos são da nossa coleção de inverno, Brigitte! Vai lá na loja online ver como ela é linda!

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Hora de voltar para casa, com energias renovadas e novas aventuras para compartilhar! Não deixe de reservar uma data para conhecer o Caparaó. O parque nacional é um de nossos grandes tesouros – e considero realmente terapêutico visitar lugares como estes. Ainda quero voltar muitas outras vezes, até me sentir íntima dos habitantes das pequenas cidades que cercam a região. Mesmo que em pouco tempo, o Caparaó já garantiu seu lugar no meu coração.

Beijos,

Luisa.

FERNANDO DE NORONHA: DIAS 3 E 4 Viagem
12 MARçO. 2017
6 COMENTÁRIOS

Finalmente consegui editar mais fotos da viagem – e que fotos! Acho que as desses dias foram algumas das mais lindas na minha coleção, que não é nada pequena. Vou mostra-las a vocês, junto com o roteiro do que fizemos no terceiro e quarto dia em Noronha. Vai ser “sofrido”, pois já estou com muitas saudades de lá!

Começamos o terceiro dia com um bocado de surf na Praia do Bode, que fica ao lado da Cacimba. Como as ondas eram melhores na parte da manhã, sempre reservávamos algumas horas para o Flávio surfar – caso contrário, a crise de ansiedade para cair no mar se estenderia, né? Namoradas e mulheres de surfistas me entendem!

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Aproveitei para fazer mais fotos da nossa Jelly Noronha (quem não sabe do que estou falando, pode ler o primeiro post da viagem!). A praia do Bode tem, talvez, a melhor vista para o morro dos dois irmãos. Imperdível!

Depois das surf sessions (rs!) fomos conhecer o Sueste. Eu e mamãe estávamos ansiosas para visitar uma praia onde pudéssemos nos banhar com calma, já que nesta época do ano o mar está bem mexido e as ondas gigantes! As únicas praias sem onda grandes que encontramos foram o Sueste e a Praia do Porto.

Dica importante: se você deseja ir a Noronha para curtir todos os passeios e mergulhos, com a água mais cristalina (se é que isso é possível!) e o mar bem tranquilo, escolha uma data entre os meses de agosto à outubro.

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Assim que chegamos, fizemos o famoso mergulho de snorkel. Não consegui ver muitos peixes, para mim o mergulho no Sancho foi muito mais incrível e emocionante. Talvez por ser um lugar menos estruturado para o turismo, onde o clima selvagem é totalmente preservado e você realmente se sente um visitante em outro mundo.

O Sueste possui estrutura para aluguel de materiais, lanchonete e instrutores de mergulho, e não achei que esse clima combina tanto com Noronha, sabe? As praias que mais amei não tinham infraestrutura nenhuma – e aí estava a graça da coisa.

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De qualquer forma, uma vez em Noronha, vale a visita ao Sueste. Se você for em um dia com grande visibilidade no mar, tem a chance de ver bem de perto muitas espécies lindas e diferentes! Os filhotes de tubarão são figurinha fácil. Avistamos vários nadando bem perto da praia!

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Deixamos o Sueste com reserva para uma tarde deliciosa no Bar do Meio, que fica entre a praia da Conceição e a praia do Meio. Sem dúvida o bar/restaurante mais bacana que visitamos. O visual é incrível, o serviço impecável e o ambiente maravilhoso. Seguimos a dica do meu primo e reservamos a tenda com melhor vista para curtir as últimas horas de sol. Quando estava por lá, tive a sensação de que aquele lugar era um Hawaii brasileiro – mas não sei se o Hawaii é tão encantador assim.

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Esse queijinho coalho com geléia estava sensacional! Uma ótima pedida para acompanhar os drinks.

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É claro que o Flávio não ia perder a oportunidade de surfar – de novo. Amei essas foto que tirei dele, lá do Bar do Meio. Merecem um quadro na nossa futura casa!

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Nossos companheiros de todas as horas. Invadiram as bolsas em busca de comida, acreditam?

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Nunca vou me esquecer da sensação deste banho de mar. Que energia tem aquele lugar!

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Mais paparazzi!

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Sério. Não da para descrever esse espetáculo.

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Como se o fim de tarde não pudesse ficar mais perfeito, descobrimos que o DJ naquela noite era justamente o nosso preferido: Zeh Pretim! O Zeh foi tocar em uma festa de aniversário que acontecia no bar naquele dia. É claro que emendamos e ficamos por lá mesmo, curtindo aquele som que só ele sabe fazer!

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O quarto dia começou – adivinhem? – com surf, é claro! Eu e mamis fomos ao mirante logo acima da Baía dos Porcos pra conferir essa vista linda, e depois curtimos a manhã de praia na Cacimba.

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Noronha tem gosto de açaí! É lá que todo mundo se reúne depois da praia e, nossa – o açaí tem um gostinho especial. Não dá para deixar de ir!

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Seguimos até a Capela de São Pedro, um lugarzinho pra guardar no coração! A vista de lá é linda. Agradecemos infinitamente os dias incríveis vividos no paraíso.

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O pôr do sol, como já disse, é o maior espetáculo da ilha. Assistimos todos os dias em lugares diferentes. O Flávio, que já conhecia Noronha, disse que a vista do Forte de Nossa Senhora dos Remédios havia sido a preferida dele. Fomos lá conferir! O Forte é tombado e foi implantado pelos portugueses, no século 18, onde já existira um antigo reduto holandês. Foi presídio comum e político até 1942 e, durante a Segunda Guerra, serviu de abrigo para soldados americanos. Haja história pra Noronha!

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Subimos as escadas do forte até a parte mais alta, onde fizemos estas fotos acima. Mas, a vista mais incrível e surreal da vida não é a dali. Desça as escadas e siga em direção à ponta do forte, onde você vai subir outra escadinha, mais escondida. A recompensa é esta aqui, ó:

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Essa aí de cima entrou pra lista das minhas fotos preferidas de todos os tempos!

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Curtiram viajar mais alguns dias com a gente? Logo nos veremos de novo!

Beijos,

Luisa.

Fernando de Noronha: DIAS 1 E 2 Viagem
11 FEVEREIRO. 2017
20 COMENTÁRIOS

Fernando de Noronha é um lugar difícil de se descrever. Sem dúvidas, o mais lindo que meus olhos já contemplaram. Por mais que eu me derreta pelo paraíso nesse post, você só entende – realmente – se já esteve por lá. Então, pode considerar tudo o que você vai ler, um convite urgente para a ilha que faz todo mundo querer ficar.

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O espetáculo já começa lá de cima, com a vista deslumbrante dos dois irmãos. Não esquece de garantir uma janelinha, no lado direito da aeronave (olhando para o fundo). A chegada é imperdível!

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Assim que chegamos, corremos para a pousada. Trocamos rápido de roupa para conhecer a praia Cacimba do Padre: tinha altas ondas por lá, e eu, um namorado surfista extremamente ansioso!

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Assim que chegamos na Cacimba, deu pra perceber porque todo mundo que vai a Fernando de Noronha considera o lugar tão especial. Há uma energia contagiante que emana da natureza – linda e totalmente preservada – de lá. As ondas gigantes quebrando no morro dois irmãos: o cartão-postal do arquipélago nordestino, que parece ter emergido feito mágica do fundo do oceano Atlântico. Os pássaros e seus rápidos mergulhos ao lado dos banhistas, o sol escondendo a sua  luz no mar, ao fim do dia.

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Acho que ninguém precisa de motivos para conhecer Fernando de Noronha, mas o meu foi especial. A loja, que também é restaurante e galeria,  O Pico, entrou em contato com a marca há alguns meses, interessados na nossa Jelly Ring – canga redonda estampada no neoprene, lançada no verão de 2015.

Noronha merecia uma estampa só para ela, e nos sentimos honrados e empolgados pela oportunidade de criá-la. A artista Clara Nahas, que já é parceira da marca, pintou a natureza, tão característica da ilha, em aquarela – e juntos criamos uma estampa cheia de vida, do mar ao céu de Noronha.

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A Jelly Ring Noronha é vendida exclusivamente no Pico. Mais um motivo para você conhecer!

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Logo no primeiro dia, jantamos no lugar que, ao final da viagem, foi eleito o nosso preferido. O restaurante Xica da Silva é imperdível – e não esqueço do prato que escolhi. Era um peixe ao molho de manjericão, acompanhado de purê cremoso com camarões, divino. Sem dúvidas, essa é a minha sugestão!

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O nosso segundo dia começou nos lugares mais incríveis da ilha. Percorremos, ansiosos, o caminho até o mirante perto da Praia do Sancho, e lá de cima tive a vista que tirou todo o meu fôlego: a Baía dos Porcos é surreal de linda!

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Mamis linda e a água cristalina da Baía.

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Lá de cima, antes de enfrentar a escada nas pedras que dá acesso à paradisíaca Praia do Sancho, avistamos dois tubarões nadando tranquilamente, bem perto dos banhistas. E o medo de entrar na água depois? Nunca tinha visto nada parecido. Mas o Sancho é tão lindo e mágico que não resisti. E por lá, todos deixam bem claro que os tubarões são tranquilos como qualquer outro peixe – basta respeitar o espaço deles e observa-los com calma!

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Nunca imaginei que entraria em um mar repleto de tubarões, rs! Mas lá estava eu, acompanhando o Flávio em um “mergulho” com o snorkel. Assim que saímos da arrebentação – o mar é bem agitado nessa época do ano! – mergulhei o rosto na água e fiquei paralisada: um pouco pelo medo, muito pela vida marinha, tão perfeita e diversa, que habitava aquele lugar.

Em alguns minuto eu consegui ver duas tartarugas, peixes diferentes e – pasmem – um tubarão que, ao menos para mim, era enorme! Entrei em choque e apertei com força a mão do Flávio, pra não me soltar! Saí da água “plena”, com um sorriso enorme no rosto! Me sentindo muito vitoriosa por ter enfrentado o medo e visto cenas tão lindas. Depois, fiquei só relaxando na areia porque, né, era muita adrenalina para um dia.

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Assim que saímos do Sancho, eu sabia que precisaria voltar ali. A praia me trouxe a sensação de ser uma “intrusa”, mesmo querendo tanto pertencer a ela. Parece um lugar inexplorado, sabe? E a gente sente que ele deve permanecer assim. Dezenas de aves descansam nas árvores, e os sons que escutamos são só da natureza. Percebemos que somos mesmo meros visitantes, e é nosso dever observar e preservar, com todo o cuidado, aquele paraíso.

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Enquanto o Flávio curtia mais do surfe, eu e Mamis fomos explorar a Baía dos Porcos com a maré baixa, único momento em que se pode caminhar pela areia. Mais um visual apaixonante, e com energia que contagia instantaneamente. Ali, no final da baía, caminhando em direção ao Sancho, você vai encontrar a piscina natural mais bonita da ilha. É quase inacreditável, a cor que ela tem. Não é permitido se banhar nela, mas juro que ver já basta!

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Assim que o sol começou a cair, fomos de buggy até o mirante do Boldró, para uma vista perfeita.

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O mirante fica cheio de gente, esperando para assistir o espetáculo que é o pôr do sol visto de lá. Em Noronha, eu quis contemplar o pôr do sol em um lugar diferente todos os dias, até descobrir o meu preferido. É quase que um “ritual” na ilha, parar e admirar esse momento. Sem dúvidas, os minutos mais mágicos do dia.

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Na nossa segunda noite, jantamos no Varanda, outro restaurante delicioso de lá. O esquema da viagem foi não parar para almoçar: comíamos alguns petiscos durante o dia, e o café da manhã era sempre reforçado. Como foi a minha primeira vez na ilha, quis curtir ao máximo as praias, e um almoço prolongado definitivamente não estava nos planos. Em compensação, todas as noites jantamos em restaurantes deliciosos. No Varanda, a minha escolha foi o Bobó de Lagosta, servido com castanha e farofa crocante. Sensacional!

Vejo vocês nos próximos dias!

Beijos,

Luisa.

Mendoza: Dias 1 e 2 Viagem
25 SETEMBRO. 2016
15 COMENTÁRIOS

Mendoza é lugar para encontrar aquela vida que, as vezes, se perde na rotina. Eu poderia dizer que é destino pra quem busca três coisas: vinho, comida boa e amor. Tipo um eat, drink, love. O amor você leva com você. Namorado, amigas, marido, família… Tanto faz! Só leve um ou mais amores que o resto, Mendoza te traz. Quando pesquisamos um lugar onde comemorar os nossos três anos juntos, eu e o Flávio buscávamos exatamente isso. Pouco movimento, pouca gente e muito tempo pra curtir a vida sem se preocupar com mais nada.

Quero contar a vocês tudo o que mais amamos sobre a viagem, e olha que não foi pouca coisa. Acho bacana dividir os posts por dias, assim consigo descrever o nosso roteiro em detalhes. Vamos lá? Chegamos em Mendoza por volta das 10 horas da manhã, depois de voar a madrugada inteira, saindo de São Paulo com escala em Buenos Aires. O vôo não foi dos mais confortáveis, e eu estava com uma gripe que me tirou toda disposição, então decidimos aproveitar o dia comendo e descansando. Era tudo o que a gente queria, na verdade!

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Li bastante sobre o lugar antes de viajar, e muita gente tinha dúvidas de onde se hospedar; no centro da cidade ou em uma das três regiões de Vinícolas: Maipú, Vale de Uco e Lujan de Cuyo. Como o motivo da nossa viagem era bem romântico, escolhemos ficar no “distrito” de Chacras de Coria. É um pequeno povoado, na região de Lujan de Cuyo, que possui muitas vinícolas e restaurantes incríveis, e é bem próxima ao centro (cerca de 15 minutos de taxi). O nosso hotel, Casa Glebinias, também foi motivo da escolha pela região. Já amava ele só pelas fotos e inúmeros elogios no Trip Advisor.

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O primeiro restaurante que conhecemos por lá foi o El Mercadito. Ótimo para o dia da chegada, quando tudo o que queríamos era uma refeição rápida e saudável. O lugar nos surpreendeu pela decoração super aconchegante e intimista: amo lugares assim!

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Voltamos caminhando para o hotel e por lá ficamos até a hora da nossa reserva para jantar no restaurante 1884, do chef Francis Mallmann. Quando saímos do quarto para pegar o taxi, às 19:30h, nos surpreendemos com este pôr do sol incrível.

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Li muitos comentários incríveis sobre este restaurante, então achei que valia a pena experimentar. Eu sempre começo a viajar antes da viagem em si: pesquiso localizações no instagram, dicas na internet e em todos os lugares onde elas possam estar, rs. O Flávio sempre diz que eu já conheço os nossos destinos antes dele! Preciso me controlar para não traçar um roteiro inteiro antes de chegar ao lugar, porque no fim sempre é mais gostoso descobrir por conta própria o que há de melhor por lá.

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Empanadas, sempre empanadas!

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O 1884 é realmente maravilhoso. Muito sofisticado, o atendimento é perfeito e os pratos deliciosos. Foi o nosso “jantar oficial” do aniversário de namoro, e saímos muito satisfeitos com tudo. Mas, sinceramente, depois de experimentar outros restaurantes nas vinícolas (que vocês ainda vão ver por aqui), chegamos à conclusão de que não é imperdível, sabe? O preço é bem alto por levar o nome de um dos chefes mais conceituados e famosos da Argentina, e ao final da viagem não foi a nossa refeição preferida. De qualquer modo, se você curte muito culinária e lugares lindos e finos, vale a pena conhecer.

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O dia seguinte começou com este café da manhã maravilhoso. E com a paisagem surreal de linda que vocês vão ver nas próximas fotos.

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O nosso hotel tinha esse estilo “pousada caseira” que faz a gente se sentir em casa, e na minha opinião não há melhor lugar onde se hospedar. O pessoal foi super atencioso e disposto a nos ajudar com o que precisamos. E, sinceramente… Olha pra este visual! Faz a gente realmente querer ficar por muito tempo ali.

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Cada quarto é uma “casinha”, com copa e uma varanda externa. A nossa era essa!

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Na época em que fomos, no final do mês de agosto, ainda era inverno em Mendoza. Demos a sorte da primavera se adiantar e as árvores já estavam floridas. Juro que era a coisa mais linda!

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Depois do café, pegamos um taxi até Maipú, onde os bike tours pelas vinícolas são muito procurados. Alugamos as bicicletas em uma agência que estava distribuindo panfletos nas ruas, e eles nos entregaram um mapa com todas as bodegas que poderíamos visitar. Neste dia, não havíamos feito reservas para nada, então optamos por conhecer as que não exigiam hora marcada: era só chegar, degustar e comer, rs!

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Nossa primeira visita foi à Bodega Familia Di Tommaso. Ela era a mais distante no mapa, então percorremos todo o caminho de ida e voltamos parando. Adoramos a visita pela vinícola, super esclarecedora e informativa para nós, que não entendíamos nada sobre vinhos. Aprendemos alguns métodos de fabricação e um pouco da história daquela bodega, que é das mais antigas na região. Logo depois, foi hora da degustação: sempre a melhor parte! O bom de estar com a bike é ter liberdade para parar onde você quiser, sem se preocupar “tanto” com a direção. Como a coordenação não é o meu ponto mais forte, tive que me controlar nas degustações para não causar nenhum acidente no caminho de volta, rs!

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Segunda parada do dia: a Bodega Tempus Alba. Ela foi uma daquelas surpresas boas que acontecem em viagens, sabe? Uma vez, durante o jantar de aniversário do meu irmão em Pedra Azul, ficamos apaixonados por um vinho que o meu pai pediu, e muito felizes quando descobrimos que ele era fabricado em Mendoza. No dia, tiramos uma foto do rótulo mas depois nem nos preocupamos em pesquisar onde a bodega ficava quando planejamos o roteiro da viagem. Assim que o moço da agência de bikes nos entregou o mapa com as vinícolas da região, eu reconheci o nome e na hora fui procurar a foto do rótulo no celular: era ela! É óbvio que a Tempos Alba era parada obrigatória para nós: uma história pra contar e muitas fotos pra enviar no grupo da família, rs!

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Chegando lá, optamos pela degustação de vinhos e pedimos o almoço a la carte. A bodega era muito linda e, como era de se esperar, os vinhos eram maravilhosos.

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Ficamos muito tempo por lá, pois o frio era grande e quase nenhuma era a vontade de voltar a pedalar depois do almoço, rs! Levei para casa o vinho rosé: delicioso! Quase nunca encontro vinhos como este por aqui.

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Quando fomos embora, já eram quase 16 horas e o tempo de aluguel das bicicletas chegava ao fim. O roteiro de bikes em Maipú não é dos mais seguros ou confortáveis: há trajetos em que você precisa pedalar no acostamento, e eu morria de medo de todos os carros passando atrás de mim! Como já estava ficando tarde, paramos as visitas por ali, devolvemos as bicicletas e pegamos um ônibus até o centro. Depois de uma voltinha por lá, fomos de taxi para o hotel. Neste dia, jantamos em um restaurante em Chacras de Coria, muito bacana, com clima mais animadinho, música boa e muita, muita comida! El Club de La Milanesa é uma ótima opção de jantar para quem estiver hospedado por lá!

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Acho que já viajamos bastante neste post, né? Nos veremos de novo em Mendoza, durante os próximos dias deliciosos que ainda vou postar aqui.

Mil beijos,

Luisa.


Há algumas semanas recebi o convite do Patrick Jacob para participar do “Os Lugares”, um programa do Gazeta Online que viaja o mundo atrás de novas histórias dentro das culturas locais. É claro que aceitei na hora… Quando a gente não quer falar de viajar, né? O assunto principal da entrevista foram os cursos que já fiz no exterior – achei bacana compartilhar aqui no blog porque vocês sempre têm algumas dúvidas sobre isso! Também falamos de carreira, sonhos, e vida pessoal. Espero que gostem!

Bacana, né? Clique aqui para acompanhar “Os Lugares” no Facebook – toda quarta tem vídeo novo e uma idéia diferente para você se aventurar por aí!

Mil beijos,

Luisa.

 

 

Edimburgo Viagem
25 ABRIL. 2016
8 COMENTÁRIOS

Estar na Escócia foi, para mim, vivenciar como nunca os velhos tempos medievais. Há anos era um destino que ficava entre os primeiros na lista de desejos do meu pai, e por ele ser completamente apaixonado por guerreiros, fortalezas e reinos, não se decepcionou. Chegamos lá no final da tarde, depois de 3 horas de voo saindo de Barcelona. A cidade nos recebeu com este pôr do sol encantador. O tom alaranjado bem suave dominava os castelos e montanhas no horizonte, enquanto a lua subia no céu ainda azul.

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Ficamos hospedados no hotel The King James, que fica bem pertinho da Princes Street – rua com todas as principais lojas – e serve um English Breakfast maravilhoso.

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Como tivemos pouco tempo para conhecer o lugar, aproveitamos a noite do dia anterior para andar pela Princes Street, que fica na parte “nova” da cidade. É o principal centro de comércio em Edimburgo e tem uma vista incrível para a cidade velha. Já no dia seguinte, começamos o passeio pela manhã andando até a Royal Mile, principal via do centro histórico de Edimburgo. Ela liga o castelo de Edimburgo ao Hollyrood Palace, residência oficial da Rainha Elizabeth II quando ela está na Escócia.

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Decidimos fazer o percurso até o castelo primeiro, e depois voltaríamos para conhecer o palácio. Vale reservar boa parte do dia para andar por ali! São muitas lojinhas típicas, restaurantes e até o Scotch Whisky Experience: uma espécie de museu interativo do principal produto escocês.

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Amei este mercadinho que encontramos logo que chegamos à Royal Mile. Lá fiz alguns achados para levar para casa, como o chaveiro de pêlos bem escocês que já coloquei na bolsa, e o pendente em formato de coração com o mapa da Grã-Bretanha.

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Vi muitos turistas acompanhados de guias turísticos na Royal Mile, e se não fosse por papai e a sua falta de paciência com os tours guiados, eu certamente teria contratado um também. A “Milha Real” é cheia de segredos e histórias que realmente te fazem sentir em outra época. Percebi que a cidade, ali principalmente, ainda reserva um pouco do clima “sombrio” da Idade Média, com aquelas dezenas de becos onde vivia precariamente a população de classe baixa.

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Se você caminhar com calma e observar os detalhes, vai ver que até nas paredes dos prédios estão registradas algumas histórias, como um memorial da última execução realizada na cidade.

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Tinha que ter um clássico escocês vestindo Kilt, o traje tradicional da Escócia, e tocando a Gaita de Fole, pra gente entrar – ainda mais – no clima.

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Chegamos ao Castelo de Edimburgo – impressionante e fascinante por guardar tantas histórias, guerras e conquistas de séculos passados. Decidimos pagar o ingresso para ter acesso à todas as áreas do Castelo mas, mais uma vez, sem visita guiada. IMG_0388

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A vista do Castelo, que fica bem no alto da cidade, é sensacional, para todos os cantos! Ficamos imaginando como seria difícil para um povo conquistá-lo – era uma verdadeira fortaleza. O que mais gostamos da visita ao interior do castelo foi a Prisão. As reproduções são perfeitas, acompanhadas de luz e sonorização cuidadosamente posicionados para a gente se sentir naquela época.

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Depois de descer toda a Royal Mile, com direito a pausa para almoço e um Carbonara delicioso, chegamos ao Palácio de Holyrood House. O Palácio fica aberto para visitas, mas Papai não achou a menor graça nele e decidimos não entrar, rs. Como ele mesmo disse: não aguentaria um dia ali sem se deprimir. E realmente, também achei o clima do Palácio pouco atraente.

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Amo que o brasão nacional do Reino Unido tem um unicórnio lindo!

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Meu look super Scottish para desbravar a cidade: vestido e blusa Topshop que comprei no dia anterior na loja da Princes Street, bota Tanara e bolsa com o toque especial do chaveiro escocês.

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No dia seguinte, nos despedimos da Escócia com uma deliciosa viagem de trem, repleta de paisagens de tirar o fôlego até a cidade que eu mais amo no mundo inteiro. Algum palpite?

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See you in London!