MBA em Marketing Cultura
28 ABRIL. 2016
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Há um período, logo após a nossa formatura, em que sentimos um alívio incrível ao pensar que “não precisamos mais estudar”. O fim das obrigações escolares, da rotina de estudos e da faculdade parece nos satisfazer por completo… Por pouco tempo. Eu sempre fui muito interessada por tudo o que me acrescenta. Sabe aquela vontade boa de não parar de conhecer nunca? Ela vive me instigando.

Sonhava com uma vida profissional completa, listas enormes de tarefas e o meu próprio horário de trabalho. Percebi que de nada adianta ter tudo isso, sem estimular e organizar a minha mente. Senti falta de estudar. Parar de trabalhar, nem que seja só por algumas horas, para adquirir conhecimento, entender novos conceitos e trocar a lista “do que fazer” pelo caderno “do que aprendi”.

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Foi aí que comecei a buscar cursos aqui em Vitória, e conheci o MBA em Marketing da FGV, realizado em Vitória pela M.Murad. Apesar de ter cursado Direito, acho que já disse inúmeras vezes o quanto esta área me fascina. Depois de ler o programa do curso, tive certeza de que iria acrescentar muito ao meu trabalho. Eu posso ser criativa, pensar em milhares de idéias mas, sem pensar e agir estrategicamente, dificilmente conseguirei obter resultados.

E isso acontece muito, principalmente com novos empreendedores. Estamos sempre tão empolgados, ansiosos e multi-atarefados que dificilmente paramos para estruturar um plano de estratégia, bolar um calendário de ações com antecedência e até mesmo estudar se tal ação tão incrível é de fato viável na prática. A gente acaba fazendo muito e pensando pouco, sabe?

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A pós-graduação, principalmente quando escolhida com cuidado especial para as suas necessidades, enriquece muito o currículo e representa uma experiência de peso na vida de qualquer pessoa. Os desafios constantes em nossas vidas e carreiras é que nos motivam a aprender mais. Uma hora a gente sente que precisa voltar aos estudos, adquirir novas competências e se atualizar. Pensar em soluções novas, abrir a cabeça e aplicar o conhecimento em nossa rotina.

Outro ponto positivo da pós-graduação e que motivou a minha inscrição no curso é o horário: são duas aulas por semana, a cada 15 dias. Bem tranquilo de conciliar com a correria do trabalho!

Confesso que estou ansiosa para o início das aulas. Tenho certeza de que elas trarão mudanças muito positivas na minha vida profissional! Sem falar que é impossível não gostar de estudar o que a gente já ama e se identifica.

Caso você tenha se interessado, ainda dá tempo de se matricular nos cursos de Pós-Graduação da FGV. Quem sabe a gente não se vê por lá?

Beijos,

Luisa.

TCC: Moda x Sociedade de Consumo Cultura
22 JULHO. 2015
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Hoje vou contar a vocês um pouco sobre a minha monografia. Prefiro contar, mesmo, do que só compartilhar aqui o texto completo em pdf e nas normas da ABNT. Acho que todos concordamos que estas formalidades não são lá as mais interessantes. Apesar de ter cursado Direito, nunca me senti muito empolgada com legislações, jurisprudências e discussões jurídicas, no geral. Tive a sorte de escolher o meu tema a partir da sociologia – essa sim, me fascina.

Falei de moda e da sua relação com a sociedade de consumo, um tema que permite inúmeras abordagens, apesar de não ser dos mais presentes nas pesquisas acadêmicas. Comecei o trabalho afirmando que, ao caracterizar a sociedade contemporânea, não encontramos termo mais adequado do que “Sociedade de Consumo”. Não falo do consumo natural e saudável, mas de sua dimensão ostentatória e exagerada – um sistema de reciclagens e circularidade vazia.

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Neste contexto, a moda se insere como eixo normativo, ou expressão máxima do consumo. Ela estabelece vínculos entre o mercado e a sociedade, determinando os produtos que representam a suposta satisfação dos desejos pessoais, sucesso e felicidade do consumidor.

Como diria Baudrillard, grande responsável pela base teórica do meu trabalho, não consumimos coisas, mas “signos” – associações simbólicas da mercadoria. Em outras palavras, não consumimos um casaco pela utilidade que o mesmo nos oferece, qual seja, nos proteger do frio, mas pela marca que possui, pelo status que ele representa ou pela felicidade que supostamente nos proporciona. Nas palavras do mesmo autor, a moda “[…] constitui o desespero de que nada dure.” – ela retira o interesse do que não é novo – você precisa se reciclar sempre.

Falando de Bauman, outro teórico que muito me ensinou sobre o tema, a perseguição pela felicidade parece ser o bem mais valioso da sociedade de consumo. Com a economia voraz e o ritmo acelerado com que os produtos entram e saem de moda, a insatisfação é contínua. A gente sempre precisa ficar um pouco mais feliz, “comprando algo novo”. Vive-se a era do prazer efêmero.

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Já Bourdieu, ao estudar a Alta Costura, constata que o termo “grife” funciona como a assinatura de um pintor consagrado, que atribui valor imediato à um produto. Não por sua funcionalidade ou pela riqueza de seus materiais, mas pelo símbolo de status e poder que representa.

De modo a relacionar as reflexões destes autores à realidade em que vivemos, fiz uma pesquisa acadêmica a respeito do tema. Apesar de não ser possível trabalhar com generalizações, os dados obtidos a partir do questionário (disponibilizado aqui no site, rs!) mostram que diversas posições dos autores estudados durante o trabalho são verdades na atualidade. 

São muitas as mulheres que desejam uma peça não em razão de suas características materiais, mas pela imagem da mulher/modelo perfeita e padronizada à qual ela está associada. As tendências de moda incentivam o desejo pelo consumo sempre que surge uma novidade no mercado: tudo tem data de validade afixada.

Na minha opinião, a parte mais interessante do trabalho é aquela em que faço uma relação da entrevista realizada com modelos aos pensamentos dos teóricos da sociedade de consumo. Percebe-se que a própria modelo se sente como um produto também, e deve se comportar de acordo com as exigências dos padrões de moda. Como uma delas afirmou, muitas meninas acabam por exercer o papel de personagens ao invés de agirem de acordo com a própria personalidade (Agradecimentos muito especiais à todas as meninas que me ajudaram com esta pesquisa. Não seria possível concluir o trabalho sem a participação de vocês.).

Sei que as conclusões do trabalho são bastante pessimistas em relação à moda, e não constituem a minha opinião pessoal. Tenho certeza de que esta é uma realidade, mas acredito que a moda, como fenômeno que nos acompanha à tantos séculos não pode se resumir apenas à uma ferramenta da sociedade de consumo. Acredito na moda como forma de expressão social e cultural das pessoas, em épocas diferentes. Acredito no consumo de moda saudável, na reciclagem das peças de nosso próprio guarda-roupas, e nas criações de artistas que possuem o talento de traduzir personalidade em roupa.

Se você curtiu o tema e quer se aprofundar ainda mais nele, pode conferir o meu trabalho completo neste link. Eu amo (sempre que posso) dividir o que me interessa com vocês. Não seria diferente desta vez!

Aguardo muitos comentários, opiniões, críticas ou o que quer que vocês desejem expressar.

Saudades!

Beijos,

Luisa.

Sempre considerei a área do marketing a mais curiosa e interessante dentre todas aquelas que a moda abrange. Não basta criar ou rodar o mundo buscando produtos de primeira qualidade se uma marca não possui um projeto de marketing – muito – bacana. É o posicionamento, a imagem, a comunicação com seus clientes e a credibilidade de uma marca que fazem toda a diferença, e ninguém entende mais deste assunto do que o André Carvalhal, gerente de marketing da nossa amada Farm. A boa notícia é que o Instituto IAJ vai promover um curso de Fashion Marketing ministrado pelo André Carvalhal aqui em Vitória no sábado, dia 13/12!

 

 

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Fiquei muito empolgada com a notícia e mal podia esperar para convidar todas vocês a participarem desse workshop. Não tenho dúvidas de que será um dia incrível, com muita informação de moda, novos contatos e experiências.

Durante o curso, o André vai expor seus conhecimentos na área do Fashion Marketing de forma clara e descontraída. Vamos conhecer as novas ferramentas de comunicação e relacionamento de marca, como forma de contar histórias institucionais e de coleções.

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Alguém já leu o livro que ele acaba de lançar, “A Moda Imita a Vida“? É incrível e muito inspirador. O tema da palestra tem muito a ver com o livro, que considero imperdível para quem curte a moda e suas diversas formas de expressão e comunicação.

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O workshop acontece no dia 13/12, sábado, das 9:30 às 16:00 no auditório Siduscon ES. Quem quiser ter acesso a todas as informações e realizar a inscrição pode clicar aqui.

Será um prazer ver muitas de vocês por lá.

Beijos,

Luisa.

Istanbul Day 1 Cultura
22 ABRIL. 2014
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Chegou a hora de mostrar a vocês tudo sobre os 5 dias que passei em Istambul, o mais interessante dos meus destinos. A cidade turca está dividida em dois continentes e preserva na Europa seu lado histórico em perfeita harmonia com as construções modernas e atuais do lado asiático. Fui embora de Istambul pensando em toda a mistura de costumes, cores e sons da cidade… Percebi porque a chamam de “The Timeless City” – “A cidade eterna!”. É mágico observar o encontro do ocidente com o oriente, o surgimento da modernidade e os tesouros históricos estampados em cada canto de um lugar que transborda cultura. Em poucas horas eu já estava completamente apaixonada.

Se for contar tudo de uma vez para vocês, certamente vou me perder nos milhares de detalhes desta viagem, por isso vou começar com o nosso primeiro dia: lindo, ensolarado e cheio de descobertas!

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O dia começou cedo, já que o plano era visitar 3 tesouros da cidade: a Mesquita Azul, o Palácio Topkapi e as Cisternas. Se não fosse pela incrível ajuda da nossa guia, Gonca Kaya, com certeza não teríamos um passeio tão completo. Gonca nos mostrou toda a área de Sultanahmet, a “cidade velha”, onde estão muitas das principais atrações históricas de Istambul. Enquanto andávamos pela praça ela nos contava sobre os mais de 1500 anos de alguns dos monumentos ali expostos. A primeira parada foi estratégica: se quiser morrer de amores por Istambul, vá a Mesquita Azul!

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Antes de conhecer o interior da mesquita, nos preparamos para tirar os sapatos e cobrir qualquer parte do corpo que estivesse exposta. Me planejei para usar um vestido longo e dispensar os modelos não tão bonitos oferecidos por eles aos turistas desavisados. Assim que entrei na Blue Mosque, minha reação foi idêntica a de todas as outras pessoas que me acompanhavam… Olhei para cima e suspirei, maravilhada! Tive certeza de que aquela era uma das visões mais bonitas de toda a minha vida. A mistura de tons, o azul predominante, os lustres baixos e a distância de quase 50 metros da cúpula eram surpreendentemente lindos.

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Saindo da Mesquita Azul, encontramos um dos infinitos mercados e bazares da cidade. Como o momento não era de compras, tive que me segurar para não gastar algumas horas ali.

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Logo depois foi a hora de conhecer o palácio de Topkapi, residência dos sultões por 3 séculos. Visitamos as várias salas de exposição com uma infinidade de jóias, tronos, e outros artigos dos sultões, recheados de pedras preciosas; entre elas, um diamante de 86 quilates: surreal! Algumas salas eram também reservadas a preservação de objetos sagrados para os muçulmanos, como a marca do pé do profeta Maomé. A arquitetura do Palácio foi uma das mais lindas que já vi. É incrível a mistura do estilo clássico Europeu com os inconfundíveis tons e formas do oriente…

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Ah, nunca vi uma cidade com tantos cães e gatos nas ruas, todos lindos e bem cuidados, por sinal! Sempre parávamos para fazer carinho, isso quando eles não se aproximavam por conta própria para pedir um pouco de comida. É lindo ver o cuidado dos turistas e do povo com os animais… Nenhum deles estava abandonado.

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Já estávamos com muita fome quando chegou a hora do almoço. Como era a segunda vez da minha tia na cidade, ela nos indicou um restaurante maravilhoso ali pertinho, o Khorasani! Não tenho palavras para descrever os sabores da culinária Turca… Sei que nestes 5 dias todo almoço e jantar era um banquete com as entradas e pratos típicos da região: pão pita, iogurte, baklava, kebab, pilaf de arroz e homus, muito homus!

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O restaurante ficava pertinho das Cisternas, última parada histórica do dia. Antes de viajar, li a obra Inferno, do Dan Brown, cuja história se passa em Florença e em Istambul; na cisternas, inclusive. Assim que cheguei lá só conseguia pensar no livro, em como ele descrevera o lugar, em como eu o imaginava e o que de fato eu estava vendo naquele momento. A antiga reserva de água da cidade era agora visita obrigatória a todos os que passavam pela cidade, além de palco para alguns espetáculos patrocinados e festas de grandes empresas e corporações.

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Quando deixamos a escuridão da Cisterna o sol já estava baixinho e a luz mais bonita do dia refletia nas mesquitas e em seus minaretes, que pareciam tocar o céu. Ainda nos restava o entardecer e a noite: disposição era a única coisa que não podia faltar!

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Era hora de curtir uma outra parte de Istambul… Deixamos a cidade velha e fomos de trem até o outro lado da ponte, para perto da torre de Gálata. De funicular, subimos até o alto da Istiklal Caddesi, a avenida Istiklal. Ela está entre as mais famosas de Istambul e tem lojas para todos os gostos: desde as grandes Zara, Topshop, Sephora, até as pequenas lojas de artesanato, jóias e outros produtos turcos. A quantidade de gente é impressionante! Em alguns fins de semana chegam a passar três milhões de pessoas por ali.

É claro que fiz minha parada obrigatória na Topshop, mas desta vez ela não foi o foco principal… Estava empolgada para ver de perto os produtos típicos da Turquia, principalmente os sabonetes e toalhas usados no banho turco, o Hamam. No dia anterior, data da nossa chegada, eu já havia experimentado o Hamam na famosa casa de banhos Cemberlitas Hamami, que abriu as portas em 1584. Lá é proibido tirar fotos, mas preciso dizer que foi uma experiência super diferente… As atendentes te levam até a sala quente e ali você parece ter voltado centenas de anos no tempo. Elas nos esfoliam, enxáguam, massageiam e você pode ver toda aquela pele antiga saindo do corpo. Incluímos no pacote uma massagem com óleo depois do banho: divina! Estava tão relaxada quando sai de lá que fiquei ansiosa para comprar todos os produtos usados no banho!

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Já era quase uma da manhã quando chegamos ao fim da avenida, mas todas as energias foram recompostas quando começamos a atravessar a ponte de Gálata: não sabia se Istambul era mais linda a noite ou de dia!

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E assim acabou o primeiro dia da viagem! Tudo é tão maravilhoso que não sentimos nenhuma vontade de voltar para casa, mas um desejo insaciável de descobrir todos os segredos de uma cidade que, não por acaso, é eterna. Ali, Istambul já ganhara o meu coração.

See you soon!

Ps: Quem estiver de viagem marcada para Istambul “precisa” marcar um dia com a nossa guia Gonca! Ela fala português, é um amor e multiplicou o proveito da viagem! O insta dela: @speedygon1968.

Não perca a fé no mundo! Cultura
14 MARçO. 2014
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Sei que as vezes é difícil pensar que existem muitas pessoas boas, verdadeiras e gentis por aí… Afinal, com tanta coisa ruim acontecendo, os bons valores vão se perdendo e a gente acaba se desiludindo. Mesmo assim, sempre é bom lembrar que, na verdade, este mundo é um bom lugar… Não acredita? Então leia o post até o final! 

Essa cartinha de uma criança…

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 O Segurança mais legal do mundo!

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A foto do soldado mais gentil que existe!

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O que deixaram do lado de fora desta casa, em um dia extremamente quente.

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A carta do pai de Nate (me emocionei muito!!)

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” Nate,

Ontem eu ouvi a sua conversa no telefone com Mike sobre os seus planos de me contar que é gay. A única coisa que eu preciso que você planeje é trazer para casa suco de laranja e pão depois da aula. Nós saímos, como você sabe. Eu soube que você era gay desde que você tinha seis anos de idade. Eu sempre te amei desde que você nasceu.

P.S. Sua mãe e eu achamos que você e Mike forma um casal fofo.”

A foto do casal mais fofo da vida!

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“Juntos desde 1954”

A foto deste empregado saindo da sua zona de conforto para ajudar.

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Quando essa pessoa deu a sua bicicleta para um menino.

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Que fofura, olha a carinha dele! Mega feliz e sem acreditar!

Essa foto do sonho de uma família se tornando realidade!

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O cara que fez o dia deste pequeno jogador

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E essa pessoa que decidiu que o gatinho não devia se molhar.

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Quando essa menina recebeu o delivery mais legal de todos os tempos.

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Quando essas pessoas colocaram este anúncio na frente de sua lavanderia.

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Estes soldados!

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E este garotinho que inventou um novo pagamento!

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“Limonadas de graça… Com um sorriso!”

“As vezes as pequenas coisas ocupam o maior espaço no seu coração!”

Mil beijos e um fim de semana maravilhoso para vocês!

Fashion Talk – A Origem da Moda Cultura
12 MARçO. 2014
5 COMENTÁRIOS

Antes de começarmos a pensar no momento em que a moda de fato surgiu neste mundo, vale lembrar do real significado da palavra. Moda provém do latim modus e puramente significa costume. Mais especificamente, no dicionário, é um costume passageiro que estabelece a maneira de se vestir em um determinado momento. Logo, a moda é também a manifestação cultural de um período específico, que expressa os valores da sociedade, seus respectivos usos, hábitos e costumes.

Já parou para pensar por que o estilo “hippie” surgiu no final da década de 60, início dos anos 70? Quem conhece a história, sabe que foi uma época de intensas transformações e mudanças, por isso o objetivo da moda era chocar as pessoas. Tudo era aceitável, desde que fosse diferente. Enquanto acontecia a guerra do Vietnã, os hippies defendiam o amor livre e a não-violência, usando suas roupas coloridas, túnicas, batas, vestidos longos e floridos também como forma de protesto. A moda girava em torno do Flower Power.

Assim como os anos 70, muitas outras décadas têm seus valores sociológicos reconhecidos pelas roupas então usadas. Se pensarmos desta forma, fica claro que a moda é a uma das maiores formas de expressão que existem. Ela reflete os desejos e vontades das pessoas.

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Mas, como se deve imaginar, nem sempre a moda encontrou seu papel mais importante nas expressões artísticas e manifestações sociais. Lá no início, no começo de tudo, a moda surgiu como sinônimo de diferenciação de classes. A partir da Idade Média, na época do Renascimento Europeu, as roupas se diferenciavam seguindo um padrão que aumentava de acordo com a classe social. Acredita que existiam até leis restringindo certos tecidos e cores somente aos nobres?

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Quando soube disso, não pude evitar uma comparação com os nossos dias. De certa forma, a moda segrega e torna-se uma imitação das classes elevadas pelas classes baixas. Tudo isso em função da busca por status, um conceito tão instável e superficial. Não é a toa que os preços de marcas luxuosas são extremamente altos. O objetivo é selecionar, tornar exclusivo, inatingível. E se a massa imita ou cria algo parecido, as grandes marcas precisam imediatamente criar algo novo que, novamente, será desejado e inalcançável para a maioria. Essa moda nunca foi e nunca será para todos.

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De volta à parte histórica, foi a Revolução Industrial no século XVIII que permitiu a democratização da moda. Com a invenção da máquina de costura, o custo dos tecidos diminuiu e a população desprovida de recursos teve acesso à roupas melhores.

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Aliada à confecção industrial, surgiu a Alta Costura, que mais se assemelha a moda como a conhecemos. A partir de então, as criações eram exclusivas, surgiu o lançamento de tendências pelos grandes estilistas e suas maisons, o costureiro virou artista e a apresentação dos modelos, espetáculos!

Mas foi só em 1949 que surgiu o prêt-à-porter (pronto para usar). Este novo jeito de fazer moda era economicamente mais acessível, pois as roupas eram produzidas industrialmente, em massa, seguindo as tendências da época. Era enfim, consolidada, a “moda democrática”.

Deste então a moda sofreu inúmeras influências, passando por diversos períodos socioculturais. Cabe a nós pensar qual o papel que ela exerce atualmente… Seria o de manifestação artística ou distinção social?

Para mim, a moda sempre será arte. Sempre será a maneira mais charmosa de usar a sua voz, refletir seus desejos e contar as suas histórias. É como escrever um livro e fazer das roupas as suas palavras. Esqueça a distinção de classes, os grupos sociais, as grandes grifes e as tendências instituídas. A moda que eu admiro é cheia de vida… Individualiza, não neutraliza!

E para você, a moda é o que?

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